quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Por aquele minuto...



Ela caminhava sozinha. Não tinha pressa. Tinha todo o tempo do mundo.
Refletia sobre o rumo que sua vida tinha tomado. Realmente era o que queria? Ou foi apenas o que o destino a reservou?
O Sol se punha atrás das altas árvores, a luz laranja refletia misturada com o azul do céu, lembrando um enorme quadro abstrado. Uma leve brisa soprava do leste, fazendo alguns fios de seu cabelo levitarem.
Passou por um gramado onde três garotos jogavam bola. Pareciam realmente satisfeitos por simplesmente estarem ali. Não usavam roupas caras nem se importavam em ganhar dinheiro. Apenas brincavam. Vivendo o presente e ignorando tudo em volta. Era o retrato vivo da felicidade.

Ela tinha se esquecido de como era a sensação de se contentar com a mais simples das coisas.
Por aquele minuto, todas os seus problemas esvaíram-se de sua mente. Ali estava somente a velha garota sonhadora de antes. Aquela que havia desaparecido misteriosamente com o passar dos anos. Ela estava de volta, despertando em seu coração o antigo desejo de viver.
Afinal de contas era ótimo, não era? Como a vida era incrível e inconstante. A felicidade de acordar de manhã e perceber que está vivo.
E por aquele minuto não era ninguém além dela mesma.

Só por aquele minuto...


Bem ou Mal

"Um ancião índio descreveu seus conflitos da seguinte forma:

-Dentro de mim tenho dois lobos. Um deles é cruel e mau. O outro é muito bom. Os dois lobos estão sempre a brigar.

Quando lhe perguntaram qual o lobo que ganhava a briga, o ancião respondeu:

-Aquele que eu alimentar. "



segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Para onde..?



O que aconteceu com os nossos ideais?
Se perderam em algum sonho impossível de se realizar?





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sábado, 15 de agosto de 2009

Um novo horizonte

Era como se de repente tudo mudasse.
Seu mundo se transformasse.
Se tornasse mais brilhoso.
Um novo horizonte, mais longe, mas com novas cores e nitidez.
Seria difícil, ela sabia. Mas não podia desistir sem antes tentar.
Nunca se perdoaria se desistisse.
Seu coração precisava ser livre.
Sentir o vento balançando seus cabelos, e a incerteza de onde estar no dia seguinte.

Essa era a vida que queria.
Que sonhava desde sempre.